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Seguro de vida e de acidentes pessoais: preço pode variar até 700%

24.05.2013 |

Proteste mostra que preços de seguros de vida podem ser muito mais caros por incluir cobertura por morte natural.

São Paulo – Levantamento feito pela Proteste mostrou que a diferença entre o preço de um seguro de vida e o de um seguro de acidentes pessoais pode chegar a 700%. O resultado foi obtido a partir de uma simulação dos preços  para as duas modalidades de seguro, considerando um mesmo perfil de cliente: uma mulher de 50 anos, com capital segurado de 150 mil reais.

A variação de 700% no valor, que foi a maior encontrada, foi verificada na Bradesco Seguros. Enquanto o valor do seguro de vida tradicional para o perfil de cliente simulado seria de R$244,98 , de acidentes pessoais sairia por 28,46 reais.

A principal diferença entre os seguros é o tipo de cobertura que cada um oferece. O seguro de vida garante aos beneficiários a indenização em caso de morte natural ou acidental do segurado. Por outro lado,o de acidentes pessoais indeniza apenas em caso de morte acidental.

Nas duas modalidades, os valores recebidos pelos beneficiários não entram no inventário do falecido. Por isso, não correm o risco de serem usados para pagar eventuais dívidas deixadas pelo segurado.

Ambas as categorias de seguros podem oferecer coberturas adicionais, como invalidez, acidente ou doenças graves (especificadas no contrato), auxílio funeral, entre outras.

Contudo, o levantamento mostrou que nenhum dos planos consultados oferecia a possibilidade de contratar todas as coberturas adicionais. As mais procuradas ao mesmo tempo, que seriam as coberturas para doenças graves, invalidez por acidente ou doença funcional, morte do cônjuge.

Como escolher

A associação orienta uma análise sobre qual tipo de seguro atende de fato as necessidades do cliente e da família.

Segundo a Proteste, para quem possui um baixo orçamento, o seguros de acidentes pessoais seriam mais indicados. Eles costumam ser mais baratos por não incluírem a cobertura por morte natural.

A dica é calcular todas as despesas que a família teria caso o segurado não pudesse mais arcar com elas. Além disso, deve-se levar em consideração também o tempo que a família demoraria para recuperar a estabilidade financeira.

Vale ressaltar que o seguro de vida também não cobre algumas situações nos dois primeiros anos de vigência do contrato. São elas: morte ou invalidez decorrente de atos de operação ou de guerra, doenças preexistentes não declaradas, fenômenos da natureza, suicídio e suas tentativas.

Fonte: Exame

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